Este blog tem como objetivo a publicação dos contos dos alunos do 3º E. M. da EE Fidelino de Figueiredo, basedado na epigrafe:

"La em cima daquela serra,
passa boi, passa boiada,
passa gente ruim e boa,
passa minha namorada"
(Quadra de Desafio)

João Guimarães Rosa


 Prof. Valdemir M. Bento - setembro/2019

O Reencontro
Aqui nesse lugar,
passa carro, passa moto,
passa gente ruim e boa,
passa minha namorada. (paráfrase – João Guimarães Rosa)

Encontrei meu amigo, Felipe, na rua, bastante movimentada, passava carro, moto a todo o momento. Gente era o que não faltava. Passava para lá e para cá. Quando ele me viu me cumprimentou:
- Olá, tudo bem?
-Tudo bem e você, como está?
- Estou bem.
- Tem alguma novidade para me falar? Perguntei.
-Tenho não.
-Como vai seu casamento, meu amigo Felipe?
-Está indo bem, obrigado por perguntar. 
-Imagina! Amigos são para essas coisas.
- Tchau, preciso ir.
- Desculpe amigo, mas estou apressado. Tchau, tenha um bom dia!

Quando despedi de Felipe, fiquei pensando. “Será que ele estava bem mesmo?” Não me pareceu satisfeito. Parecia preocupado com algo, mas porque não quis me contar? Deve ser algo pessoal. Mas eu sou amigo dele, poderia confiar em mim. Poderia ajudá-lo!” (GV 3ºE – Adaptado – Prof. Valdemir) 

AMOR A PRIMEIRA VISTA
Numa sexta feira no dia 27 de fevereiro, uma menina chamada Luara, de15 anos, morava no sertão da Paraíba, com sua avó e sua prima. Ela tinha um sonho de viajar para Porto de Galinhas. Quando completou 17 anos conseguiu ir para Porto de Galinhas, chegando lá Luara ficou hospedada num hotel, com quem dividiu o quarto com duas meninas, uma delas se chamava Júlia e a outra Geovanna. Depois de conversarem bastante elas decidiram dar uma volta pra conhecer a cidade, quando elas foram pegar o elevador Luara acabou esbarrando num menino chamado Daniel; Constrangida falou :
- Oh! rapaz me desculpa!
Daniel respondeu vergonhosamente:
 - Foi nada não!
Depois disso, eles deram um sorriso um para o outro e foram embora. Chegando em seu quarto Luara comentou com suas colegas, sobre ter esbarrado em Daniel. Luara não parava de falar de Daniel para suas amigas. As meninas começaram a achar que Luara estava começando a gostar do rapaz, pois não parava de falar dele.
No outro dia as meninas foram andar pelo hotel, quando elas chegaram na parte da piscina, Daniel estava lá tomando sól. Luara, não se conteve, tomou coragem e foi falar com ele. Quando ela se aproximou de Daniel perguntou :
- Oi, tudo bem? Prazer o meu nome é Luara, naquele dia nem conseguimos nos apresentar.
Daniel todo sorridente respondeu:
-Tudo bem sim e com você ? É verdade naquele dia nem deu tempo. Prazer o meu nome é Daniel.
Depois de duas semanas chegou a hora de Luara se despedir das pessoas que ela conheceu em Porto de Galinhas e voltar para sua casa. Luara foi e se despedir se de suas amigas, quando ela foi se despedir de Daniel, ele pegou e roubou um beijo dela.
            Daniel perguntou para Luara
-Sabe esse beijo que eu te dei?
            Luara sem entender nada, respondeu:
        -Sei sim, O que tem ?
Daniel respondeu:
      -Esse beijo representa o amor que eu sinto por você !
       Luara agarrou Daniel e deu um beijão nele e depois falou para ele.
 -E este beijo representa o meu amor.
          Mas isso era o que ele dizia.
Depois que Luara chegou em casa, contou tudo para sua avó.
Após seis meses Luara foi na feira com sua avó, e por grande consciência acabou encontrando com Daniel. Luara chegou até ele é falou:
 -Oi lembra de mim? Eu sou a Luara aquela lá que você falou que o beijo que você me deu representava o amor que você sentia por mim.
 Daniel respondeu:
-Lembro sim, só que tudo o que você me falou era mentira.
Luara respondeu:
-Sério? Porque você fez isso comigo então?
Daniel respondeu:
-Porque eu só queria te usar.
Depois disso tudo Luara foi para sua casa com sua avó e chorou muito. Depois parou de acreditar no amor e nos homens.
Anos se passaram e muito tempo ela encontrou alguém que mudou sua vida. Casou esse alguém e teve dois filhos, uma menina e o outro menino, cujos nomes eram Luiza e Luiz. (VT -3º C setembro/2019 – Adaptado – Prof. Valdemir)



O Cavaleiro de Ébano
Em certo dia de um passado longínquo, um cavaleiro negro entrou em uma taverna  para descobrir se havia alguma tarefa que precisasse ser feita na região. Ao entrar nela, todos param por um momento e começam a prestar atenção no cavaleiro negro. Esse atraia a atenção por conta de sua armadura escura e reluzente e também pelo curioso  fato de ter um banjo tenor em suas costas, ao lado das adagas. 
Logo percebendo a situação em que estava, o cavaleiro diz, tentando tirar os olhares  desconfiados de si mesmo e puxando seu banjo: 
- O que houve companheiros? Vamos festejar! 
Depois de tocar algumas músicas ele conversa com o dono da taverna, sentindo que havia conseguido a confiança das pessoas ali. Pergunta se havia alguma necessidade pelos arredores. Então o balconista, dono do local diz a ele que haviam alguns guerreiros  precisando de ajuda para caçar um monstro que assombrava a região. O cavaleiro  agradeceu e saiu em busca do desafio. 
Otimista e ansioso caminhou para seu destino, olhando as casas do vilarejo. Notou uma madeireira que utilizava um riacho para mover as toras cortadas. Enquanto passava por lá viu um acontecimento que o deixou curioso e assustado ao mesmo tempo. Um guerreiro com uma cicatriz no olho esquerdo, como se fosse de um réptil, um  Stormcloack, membro do grupo de rebeldes da época. Diziam ter sido salvos  acidentalmente por um dragão gigantesco que tentava destruir a cidade em que foram  presos. -O cavaleiro ficou surpreso - Os dragões não eram vistos desde a era passada,  presumiu que este era o monstro que devia ser enfrentado. 
O cavaleiro negro então se aproximou indignado e perguntou: 
- O que vocês sabem sobre esse dragão? 
- Não sabemos muito, quando o vimos corremos o mais rápido que conseguimos, espero não ter atraído ele para cá. – Respondeu o amigo do Stormcloack. 
- E por que vocês estavam presos na cidade? 
- Ah, era uma cidade imperial, sabe como é, não aceitam opiniões diversas às deles. 
O cavaleiro não ficou tão convencido com a resposta, mas não continuou a perguntar sobre isso. Então perguntou sobre os guerreiros que precisavam de ajuda para matar o monstro, os dois que ali estavam conheciam os guerreiros e foram de encontro a eles. 
Ao encontrarem os guerreiros, o cavaleiro negro se viu perdido nos olhos de uma guerreira de cabelos vermelhos que usava como arma um machado de duas mãos, seu cabelo era mais vermelho e seduzente do que o fogo da forja que havia feito aquele machado. Depois de conversar com ela e descobrir seu nome, Aela, se apaixonara mais ainda. A após o momento conversou com o grupo que era composto por um guerreiro, uma maga, um arqueiro e a guerreira por quem se apaixonara. O grupo dizia que precisariam da ajuda do amigo do Stormcloack, que teve seu nome revelado, Talos, pois seu olho podia mostrar alguma conexão dele com o dragão, já que este próprio já havia dito que quando viu o dragão seu olho doera imensamente, o cavaleiro não concordou plenamente na ideia porque não confiava em Talos por conta de suas colocações passadas. 
Após a conversa, nosso cavaleiro negro se juntou ao grupo, mesmo sabendo que seria uma aventura perigosa, mas foi mesmo assim motivado pela presença de Aela. Foram até o local mais alto e cavernoso da montanha de Cyrodil, já que seria o lugar mais propício de encontrar o monstro. 
Ao chegar lá o casal descobriu que o dragão tinha seguidores, que possuíam poderes de controlar o fogo, os guerreiros então entraram em combate, o cavaleiro negro então sacou suas espadas e foi em direção aos magos, depois de alguns momentos e um banjo quebrado, o que deixou o cavaleiro triste, conseguiram vencê-los. Atté que o dragão utilizou uma magia e deixa Talos com uma dor surreal em seu olho. Novamente, o que fez com que se perdesse o controle e soltasse o monstro que havia dentro dele. O dragão então disse:
- Você é o líder dos dragões e foi derrotado na era passada. Está enfraquecido na forma humana.
Então o corpo de Talos começou a se transformar em uma forma escamosa, se assemelhando com o dragão, todos ficaram assustados e perplexos com o que acontecia à frente deles, o cavaleiro olha para Aela com receio do que estava acontecendo. Sendo assim eles partem para o combate. O arqueiro é o primeiro a atacar, devido às habilidades de longo alcance, em seguida os guerreiros partem para cima com as armas pesadas. O cavaleiro negro espera o momento certo para atacar, já que sua maior arma era a destreza para aplicar ataques rápidos e contundentes. Depois de alguns socos e queimaduras, nosso cavaleiro ataca com sua adaga serrilhada, cegando um dos olhos do dragão, então o dragão diz: 
- Foi só um arranhão! 
A batalha seguiu e com uma magia desconhecida. Talos curou o olho do dragão. Até que o Stormcloack aparece e tenta convencê-lo a lutar pela humanidade e não pelos dragões, lembrando-o de todos momentos de amizade, batalhas que travaram juntos. 
O guerreio tenta retomar o controle sobre si, mas não consegue. 
Foram ouvidos gritos e vistos clarões do alto da montanha, não se sabe quem foi vitorioso na batalha. “Será que Talos controlou o monstro dentro de si e lutou ao lado dos guerreiros? 
Ninguém nunca se soube.
(Ar – 3ºC Adaptado- Prof. Valdemir)


Roberto Homero e vidas em riscos
No caminho de uma trilha fechada seguindo ao norte, se expande um terreno no fim daquela serra, em meio dela basta ter olhos para se perceber o quanto humilde é o que pode se encontrar. Ofélia que em seus passos ligeiros ao chegar numa cabana, bate na porta com pressa de ser atendida:
- Vamos abra logo Beto, não tenho todo o tempo!. Gritou a mulher.
Eu, Roberto Homero, conhecido na região de Laranjeiras como Beto e RH, abro a porta para ela entrar:
- O que te fez bater as pernas até aqui muié, pensei que só vinha na próxima semana.
A pobre coitada, sem muito papo, joga para dentro umas vestes rasgadas, porém cheirosas, dá meia volta e diz irritada:
- Espero que esse seja o último favor que me peça, não espere que eu volte nessa bagunça por não ter como cuidar de sua vida. Diz Ofélia ao partir.
Já tinha entendido que por não conseguir dar o que minha mulher queria, pagaria o preço em espetadas na sua presença.
No relógio bate meio dia. Vou aos prantos calçar as botas e ir em direção à cidade. Como de costume passava meus dias procurando bicos para sustentar eu e meu cachorro Tonico que vivia atrás de mim, enquanto a mulher fugia de mim.
A sorte não deu as caras naquele dia. Não encontrei nada para fazer e assim disse Dona Joana, a proprietária do restaurante:
- Hoje, não tem trabalho, nem de lavador de pratos.
Fique e triste o único pensamento que me meio a mente foi - Azarado!
Cabisbaixo, sem esperança em reconquistar meu rabo de saia, tentava me animar para sair dessa situação difícil, andar lado a lado do amor de minha vida e realizar o sonho de ter uma coisinha nossa.
Na noite em que nada mais estava a esperar, lá estava meu amigo com seu chapéu panamá:
- Vitorino! Como vai meu amigo? Abafando as palavras enquanto falava.
- Melhor quando me pagar o que deve Beto. Disse Vitorino
Em meu grande histórico de trabalhos mal sucedidos eu fiz aquilo que qualquer pessoa sem dinheiro para a dívida faria. Meti os pés pelas mãos e disse que passasse no próximo dia para que eu pagasse tudo. Com cara de suspeito, mas não surpreso Vitorino deu esse prazo limite. Por mais que ele fosse meu amigo, nunca me perdoaria se o deixasse sem o dinheiro do aluguel.
Dormi com dor de estômago de tanta fome. Quanto acordei só conseguia pensar no quanto eu queria um beijo de Ofélia; Ela que sempre foi tão doce comigo. Foi burrice minha de envolvê-la nas minhas falhas.
No amanhecer daquela serra se via tudo em que qualquer pessoa iria abrir um sorriso do tamanho do mundo, mas não para quem se chamasse Roberto Homero. Eu vi os homens de Vitorino com minha mulher nas mãos e entrei em pânico.
- Solte ela AGORA!!
- Não tenhamos pressa Beto, vamos falar em valores. Falava ele tomando pose de chefe.
- Se tocar nela eu deixo Tonico comer suas entranhas seu safado.
Entrei naquela cabana velha e saquei um revólver antigo. Esse ainda tinha três balas no tambor. Gritei mesmo pálido e firme:
- Soltem Ofélia ou eu atiro.
Naquele momento para mim só existia eu e ela. Com a arma apontada para os capangas, peguei nas mãos de Ofélia e disse quase chorando:
- Desculpa meu amor, eu sempre te amei e não quis te envolver nisso.
Ofélia respondeu Ofélia com um tom apaixonado em sua voz.
- Nunca iria guardar mágoa de você Beto, só queria que se abrisse comigo.
O safado do Vitorino quando me dei conta estava mirando na minha mulher e eu rapidamente fiz o que faria todas às outras vezes...
Conte essa história para Dona Joana e num determinado momento eu disse:
- O resto você já sabe né Dona Joana, por isso me encontrou aquele dia jogado no chão da porteira. Mas e tu me contes. Como veio a morrer também?
(G.O. – 3ºD Adaptado- Prof. Valdemir)

                                                  Da linha a joia
Há muito, muito tempo atrás no famoso império romano havia um órfão chamado de Linha, por conta de sua magreza comparada a uma linha, não tinha casa, nem mulher, nem filhos e nem dinheiro e ainda era muito pobre.
Era secretamente cristão, já que naquela época os cristãos eram perseguidos, mas todos os dias ele rezava pedindo que sua vida melhorasse, mas nada acontecia.
Certo dia um grupo de homens mal intencionados o encurralaram de noite, o espancaram e rasgaram suas roupas por ele ser cristão.
Angustiado juntou suas vestes e prometeu para si mesmo que este seria o ultimo dia que ele rezaria para Deus.
No outro dia Linha acordou por um zumbido estranho era uma libélula. Tentou afastá-la de todo jeito, mas nada adiantava, “muito bem, se você não quer ir embora, fica comigo” pensou ele. Então arrancou uma linha de sua roupa e amarrou a libélula  e começou a andar pelas ruas.
Mais afrente ele encontrou uma florista, com seu filho pequeno. O menino cansado, suado e estava também chorava. Até que ele avista a libélula, Maravilhado abre um sorriso, para de chorar e diz a sua mãe:
- Mãe me da uma libélula?
Ao ouvir isso o senhor Linha imediatamente entrega a libélula com a linha para a criança dizendo ao florista:
- Muita bondade sua! Leve essa rosa como gratidão.
O senhor agradece a rosa e continua seu caminho com a flor em sua mão.
 Andou mais um pouco e viu um jovem preocupado, parecia tão infeliz, que o Sr. Linha resolveu perguntar oque tinha  acontecido então o jovem disse:
- Hoje à noite, eu vou pedir minha namorada em casamento, mas não tenho nada para dar de presente para ela, pois não tenho dinheiro.
- Bem eu também não tenho dinheiro, mas se quiser pode ficar com a minha rosa.
O jovem aceitou e como agradecimento lhe deu três laranjas.
Seu Linha continuou seu caminho e na porta principal da cidade avista um vendedor ambulante que estava muito cansado e acabava de chegar de uma viagem comercial. O comerciante se aproxima e diz ao seu Linha que estava morto de sede e pede  uma laranja. Linha então da as três laranjas ao comerciante, que com um enorme sorriso, lhe entrega um rolo de seda de alta qualidade.
Linha segue seu caminho, agora com o rolo de seda debaixo do braço. Em pouco tempo uma bela e nobre mulher preocupada passa em uma carruagem ao avistar Linha e grita:
-Onde arranjou essa seda! Justamente oque eu procurava, amanhã e aniversario da minha mãe e queria dar um vestido de seda para ela!
-Bem, já que e aniversario da sua mãe, tenho o prazer em oferecer essa seda. Respondeu Linha:
-O senhor é muito generoso, por favor, aceite esta joia em troca. 
Contente o Senhor Linha aceita a joia e a vende no mercado. Com o dinheiro comprou um pequeno lote de terra. Começou a plantar batatas e cenouras. Trabalhou muito. Arou, semeou, colheu e cada ano produzia sempremais. Ficou rico, sem perder a sua bondade, generosidade e religiosidade.

(FL -3ºB .Adaptado – Prof. Valdemir)





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